segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Por amor as causas perdidas



Há tanto tempo que não escrevo nada! Parece que minha veia literária, antes tão viva em mim, agora se acha cortada, esvaindo-se. Alguém como eu, que possuía papéis com suas poesias, diários nos quais relatava todos os acontecimentos de seu dia, por mais irrelevantes que fossem... Alguém que possuía a modernidade dos recursos da internet para veicular textos sobre os mais variados assuntos, alguém que escrevia, alguém... Alguém que... A parada brusca em meus hábitos de escrita levou embora um pouco da minha evasão de sentimentos, deve ser por isso que me encontro numa fragilidade quase que de criança, sem saber a quem recorrer para organizar e suportar certos sentimentos, certas situações.
Estava, há alguns dias atrás, a conversar com meu amigo, e apresentei a ele a minha reflexão. Queria entender por que os sentimentos são algo tão importante em nossa vida, e causam tamanho estardalhaço. Ele me disse que é porque somos criados alimentando a ilusão de que é necessário ter alguém para ser feliz, manter um relacionamento estável, formar uma família. Deve ser por causa dessa criação, desse costume forçado de se apegar a alguém, de amar alguém que quando nos vemos numa situação de solidão não conseguimos nos desapegar facilmente. Junto com essa cultura de apego, de amor incondicional também é impregnado em nós o egoísmo, através do ciúme. Sim, como todos os sentimentos, o ciúme também nos foi ensinado, e unimos essa possessão com o sentimento de amor e fazemos de uma pessoa nossa propriedade. Não admitimos que ninguém a toque, que ninguém a admire e nem que ela faça o mesmo com outra pessoa, logo, não admitimos quando elas se vão. Muito bem, refleti sobre isso e cheguei a todas essas conclusões, mas e aí? Acho mais simples se desprender de uma série de preconceitos e ideologias do que se desprender daquilo que possuímos com essa forma de amor que nos foi ensinada. Simples assim, suportável ou não.

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