De todas as noites de insônia, forçadas ou não, da noite de hoje pude tirar algum proveito. Na verdade, se é proveitoso ou não a minha reflexão, isso vai do ponto de vista, caro leitor. Primeiro, dá uma olhada na música deprimente da noite, aqui. A questão a ser descrita, vai mais ou menos pela mesma linha de raciocínio do post sobre como nos apegamos às pessoas, mais especificadamente, este. Pois bem, o que faz enfiarmos em nossas cabeças que determinada pessoa é a única do universo que vai ter o seu amor? E o que faz com que nada tire de nossas cabeças que o seu relacionamento com essa pessoa é algo impossível? São questões que mesmo depois de horas de reflexão, não se pode achar uma resposta concisa. O amor é algo sobrenatural mesmo, e que não faz o mínimo de sentido pra ninguém. Enquanto você sofre, se desespera, passa horas depressivando por alguém, tem gente fazendo o mesmo por você, e o pior, você sabe disso! - Ah, e claro, enquanto você passa por essas crises, tem gente simplesmente fazendo amor, só pra constar. - Mas aí, o que a gente faz? Não dá a mínima pra quem gosta da gente e continua a sofrer por quem não gosta. A regra geral é essa: gostar de quem não gosta da gente. Em volta da pessoa amada, está piscando um painel dizendo que não tem jeito, que um relacionamento com essa pessoa é sinônimo de sofrimento, todos te avisam, todas as evidências apontam isso mas não adianta, é por ali que você quer ir, pelo caminho mais difícil. Esse é meu caso, queridos. Hoje, enquanto conversava com meu pai na vil mesa de um bar, reparei nas artimanhas das pessoas na tentativa de obter êxito na arte da conquista. Troca de olhares, sinais, gestos, comportamentos diferentes, puxadas de assunto, troca de telefones, saídas, beijo, romantismo, sexo, amor (na melhor das hipóteses, claro), casamento (na mais remota e melhor das hipóteses, mesmo), filhos, netos, fim. Pois bem, seria muito mais fácil se já na troca de olhares a gente pudesse ver, como num pequeno filme, um resumo do seu futuro ao lado daquela pessoa. Poxa, evitaria bastante sofrimento. Por outro lado, evitaria bastante felicidade também. Imagine se você visse no seu filminho da troca de olhares que você vai ser muito feliz com aquela pessoa, mas só até certo ponto, porque depois o relacionamento de vocês vai simplesmente ruir. você vai desistir de se corresponder com aquela pessoa, com medo da ruína, ao mesmo tempo que vai deixar de viver os momentos que podem ser os mais felizes da sua vida. Deixa pra sofrer depois da ruína, que é melhor. Aí você começa a depressivar, continua amando aquela pessoa e desprezando quem te ama, exatamente como manda o figurino. Realmente, a vida é uma peça de teatro, ridiculamente esquematizada.
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