domingo, 20 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Feliz!
Hoje é um dia muito especial, nasceram os filhotinhos da Irene. Ainda não consegui tirar um foto deles, são tão frágeis, tenho medo até de chegar perto. Ela deu à luz 6 bebês, 4 branquinhos e 2 pretinhos sendo que um deles tem uma manchinha branca embaixo do focinho. Coisa mais fofas do mundo. Coitadinha dela, deve estar cansada! Cuidei deles o dia inteiro hoje. Fui dormir às 5 horas, e acordei às 10 com o escândalo dela, rs. Coisas mais lindas, perfeitinhos. Estão acomodados numa caixinha dentro do meu quarto, porque é claro que eu não vou deixar eles dormirem lá fora, né? Ontem escutei tanto a música da postagem anterior, Leãozinho, interpretada pelo Beirut, e eis que hoje eu tenho meus leõezinhos. Enfim, se eu conseguir, amanhã eu publico uma foto deles.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Nostalgia
Insônia da vez (sobre amor, pra variar)
De todas as noites de insônia, forçadas ou não, da noite de hoje pude tirar algum proveito. Na verdade, se é proveitoso ou não a minha reflexão, isso vai do ponto de vista, caro leitor. Primeiro, dá uma olhada na música deprimente da noite, aqui. A questão a ser descrita, vai mais ou menos pela mesma linha de raciocínio do post sobre como nos apegamos às pessoas, mais especificadamente, este. Pois bem, o que faz enfiarmos em nossas cabeças que determinada pessoa é a única do universo que vai ter o seu amor? E o que faz com que nada tire de nossas cabeças que o seu relacionamento com essa pessoa é algo impossível? São questões que mesmo depois de horas de reflexão, não se pode achar uma resposta concisa. O amor é algo sobrenatural mesmo, e que não faz o mínimo de sentido pra ninguém. Enquanto você sofre, se desespera, passa horas depressivando por alguém, tem gente fazendo o mesmo por você, e o pior, você sabe disso! - Ah, e claro, enquanto você passa por essas crises, tem gente simplesmente fazendo amor, só pra constar. - Mas aí, o que a gente faz? Não dá a mínima pra quem gosta da gente e continua a sofrer por quem não gosta. A regra geral é essa: gostar de quem não gosta da gente. Em volta da pessoa amada, está piscando um painel dizendo que não tem jeito, que um relacionamento com essa pessoa é sinônimo de sofrimento, todos te avisam, todas as evidências apontam isso mas não adianta, é por ali que você quer ir, pelo caminho mais difícil. Esse é meu caso, queridos. Hoje, enquanto conversava com meu pai na vil mesa de um bar, reparei nas artimanhas das pessoas na tentativa de obter êxito na arte da conquista. Troca de olhares, sinais, gestos, comportamentos diferentes, puxadas de assunto, troca de telefones, saídas, beijo, romantismo, sexo, amor (na melhor das hipóteses, claro), casamento (na mais remota e melhor das hipóteses, mesmo), filhos, netos, fim. Pois bem, seria muito mais fácil se já na troca de olhares a gente pudesse ver, como num pequeno filme, um resumo do seu futuro ao lado daquela pessoa. Poxa, evitaria bastante sofrimento. Por outro lado, evitaria bastante felicidade também. Imagine se você visse no seu filminho da troca de olhares que você vai ser muito feliz com aquela pessoa, mas só até certo ponto, porque depois o relacionamento de vocês vai simplesmente ruir. você vai desistir de se corresponder com aquela pessoa, com medo da ruína, ao mesmo tempo que vai deixar de viver os momentos que podem ser os mais felizes da sua vida. Deixa pra sofrer depois da ruína, que é melhor. Aí você começa a depressivar, continua amando aquela pessoa e desprezando quem te ama, exatamente como manda o figurino. Realmente, a vida é uma peça de teatro, ridiculamente esquematizada.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
2012, sem parágrafos.
Depois de passar mais de um ano sem postar aqui, creio que já perceberam o que faz a falta de tempo. Ultimamente cortei minha veia literária, não que eu escrevesse exorbitantemente bem, mas eu tinha lá minhas atribuições de escrita bem definidas. A faculdade me sugou durante 2012, e sugou nada prazerosamente, meus caros. Além disso, eu estava trabalhando pra manter meus vícios, também conhecidos como necessidades; e fazendo das tripas coração para fazer alguma coisa no teatro. Ah, este! Em 2012 eu só fiz papéis que não muito se distinguem daqueles de árvore, mas enfim, eu não tinha muito tempo pra dar mais de mim mesmo. Ainda continuo amando o teatro, e meu pai se esforça pra me manter no curso, já que as mensalidades e taxas não são lá muito baratas. Mesmo assim, entrei para a faculdade de Ciências Sociais, como não relatei aqui, minha irmã me ajudou muito em todo o processo burocrático da PUCPR. Meu curso é difícil, complexo, cheio de detalhes e controvérsias, mas eu tenho contornado a situação com alguma regularidade, e cada dia me encontro mais fascinada com a dialética de cada teórico, e me perco em minhas assimilações de tais teorias com alguns eventos sociais, cotidianos ou não. Aliás eu devia fazer um estudo sociológico sobre aquilo que envolve essa minha permissão e naturalidade em expor minha vida, como nesse texto, na internet. Eu devia atualizar meu diário, sim eu tenho um e não, eu não tenho 15 anos. Continuo feminista com forte inclinação política socialista, embora não me considere de extrema esquerda, pois acredito que a humanidade ainda se encontra num período onde é muito cedo estabelecer uma posição política definitiva, uma vez que, do meu ponto de vista, a política ainda não foi descoberta por completo, tantos em termos de aparelhos ideológicos de coerção entre indivíduos desprovidos de noção de Estado, quanto em termos estritamente reduzidos a essa instituição possuidora do monopólio legítimo da força e poder - Estado. Mais uma coisa preciso deixar claro: acredito na existência de civilizações cuja organização política é totalmente diferente daquela que conhecemos, mas que caminham para a institucionalização de um modelo de Estado tal qual como os já existentes. Como diria Weber, o Estado é um mal necessário. Nossa, quase sem querer fiz uma reflexão sobre ciência política, a professora Samira ficaria orgulhosa de mim, e estou pensando seriamente em levar até ela esse meu ponto de vista. Daria um ótima discussão e por que não uma sugestão para o TCC? Estou um pouco decepcionada com o Teatro Lala. Há alguns dias, assisti ao espetáculo "Nossas mentiras, nossos pecados" cujo texto, se não me falha a memória é de Rogério Bozza e a direção de Marcyo Luz, que ainda em 2012 me dirigiu no espetáculo "Meu pai e minhas mães". Pois bem, a peça conta a história de um bordel cuja cafetina tinha algum tipo de envolvimento com um mafioso que queria sua participação nos lucros. Enquanto isso, duas velhas, vizinhas do prostíbulo, observam de suas janelas o cotidiano do estabelecimento, que elas julgam ser um antro de perdição, embora tenham vontade de participar de tudo aquilo e se entregar aos prazeres sexuais que há tempos não desfrutavam. A protagonista, que era a cafetina, foi interpretada por uma atriz perfeita, com um corpo maravilhoso, mas perdoem-me, era a pessoa mais sem sal para aquele papel. Enquanto isso, na figuração que formava as outras prostitutas do bordel, havia uma moça, com suas belas curvas e corpo um pouco acima do peso. Ela tinha uma presença sensacional e exuberante, além de uma desenvoltura e domínio de personagem muito destacantes. A partir disso, concluí: Não só Marcyo Luz, mas uma boa parte de diretores e professores desse teatro têm a péssima mania e mau gosto de escolher atriz pelo corpo. Não digo isso porque estou acima do peso, pois meu corpo em nada me incomoda, mas acho um desperdício de talento ofuscar o brilho de uns em prol de outros usando como critério seus atributos físicos. A arte, por muito tempo e em períodos que hoje muito são admirados, já muito usou como modelo corpos que hoje são considerados fora do padrão, e teatro é muito mais do que isso, a não ser que seja industrializado, aí é outra coisa. A indústria não tem piedade mesmo, e impõe os padrões de beleza mais absurdos possíveis. Chegou a parte que eu estava esperando pra escrever: sobre os amores de 2012. Surgiram alguns de 2011, outros até de 2010... Thaise, como já era de se esperar, nunca deu em nada. Num dia diz que me ama e que quer começar tudo de novo, no outro, some sem deixar vestígios. Depois de tanto esperar por ela, decidi que acabou... Aliás estou bem mais conformada com essas coisas ultimamente, parece que a cada tombo, a cada decepção se aprende algo mais, além de resistência. Agora, quase que já sei o que esperar das mulheres quando me envolvo com alguém, é como se eu soubesse a ordem natural das coisas de acordo com tudo o que já me aconteceu. 2012, creio que foi ano de mais decepções, e de mais alegrias na mesma proporção, porque as maiores decepções saíram dos maiores amores, das maiores felicidades repentinas. Era tudo bom demais pra ser verdade, ou pra ser verdade por muito tempo. Dentre tantas, a que mais me marcou e é também a decepção mais recente foi Beatriz. Amei essa menina no mínimo de tempo e com o máximo das minhas forças, aí no final ela me troca por outra, simples assim. Agora, depois que tudo quase superado, estou mais conformada e mais calma. Em meus momentos patéticos de reflexão, formulei uma teoria ou um simples pensamento sobre o amor, acessível clicando aqui. Depois de tudo isso, de todos esses acontecimentos e todo o estresse de estar muito ocupada, fiquei até meio desacreditada de Deus. Como dizíamos, eu e Guaraci: Se Deus existe é pra cagar na nossa vida. Blasfemamos. Outra cosia que tem tomado conta de meus pensamentos é sobre minhas crenças e religiões. Não consigo admitir que tenho uma religião e por outro lado nunca sei que dizer quando me perguntam se acredito em Deus ou qual é minha religião. Gostaria de dizer que não tenho religião, sem ser chamada de atéia. Não que eu não acredite em nenhuma das religiões, só não quero ser de nenhuma, entendem? Acho que escrevi muita coisa, que ninguém vai ler mesmo. Da mesma forma, amei desenvolver meus pensamentos por escrito mais uma vez. Se eu lembrar de mais alguma coisa, edito essa postagem. Obrigado pelas facilidades, internet; obrigado pelos obstáculos, 2012.
Por amor as causas perdidas
Há tanto tempo que não escrevo nada! Parece que minha veia
literária, antes tão viva em mim, agora se acha cortada, esvaindo-se. Alguém
como eu, que possuía papéis com suas poesias, diários nos quais relatava todos
os acontecimentos de seu dia, por mais irrelevantes que fossem... Alguém que
possuía a modernidade dos recursos da internet para veicular textos sobre os
mais variados assuntos, alguém que escrevia, alguém... Alguém que... A parada
brusca em meus hábitos de escrita levou embora um pouco da minha evasão de
sentimentos, deve ser por isso que me encontro numa fragilidade quase que de
criança, sem saber a quem recorrer para organizar e suportar certos
sentimentos, certas situações.
Estava, há alguns dias atrás, a conversar com meu amigo, e apresentei a ele a minha reflexão. Queria entender por que os sentimentos são algo tão importante em nossa vida, e causam tamanho estardalhaço. Ele me disse que é porque somos criados alimentando a ilusão de que é necessário ter alguém para ser feliz, manter um relacionamento estável, formar uma família. Deve ser por causa dessa criação, desse costume forçado de se apegar a alguém, de amar alguém que quando nos vemos numa situação de solidão não conseguimos nos desapegar facilmente. Junto com essa cultura de apego, de amor incondicional também é impregnado em nós o egoísmo, através do ciúme. Sim, como todos os sentimentos, o ciúme também nos foi ensinado, e unimos essa possessão com o sentimento de amor e fazemos de uma pessoa nossa propriedade. Não admitimos que ninguém a toque, que ninguém a admire e nem que ela faça o mesmo com outra pessoa, logo, não admitimos quando elas se vão. Muito bem, refleti sobre isso e cheguei a todas essas conclusões, mas e aí? Acho mais simples se desprender de uma série de preconceitos e ideologias do que se desprender daquilo que possuímos com essa forma de amor que nos foi ensinada. Simples assim, suportável ou não.
Estava, há alguns dias atrás, a conversar com meu amigo, e apresentei a ele a minha reflexão. Queria entender por que os sentimentos são algo tão importante em nossa vida, e causam tamanho estardalhaço. Ele me disse que é porque somos criados alimentando a ilusão de que é necessário ter alguém para ser feliz, manter um relacionamento estável, formar uma família. Deve ser por causa dessa criação, desse costume forçado de se apegar a alguém, de amar alguém que quando nos vemos numa situação de solidão não conseguimos nos desapegar facilmente. Junto com essa cultura de apego, de amor incondicional também é impregnado em nós o egoísmo, através do ciúme. Sim, como todos os sentimentos, o ciúme também nos foi ensinado, e unimos essa possessão com o sentimento de amor e fazemos de uma pessoa nossa propriedade. Não admitimos que ninguém a toque, que ninguém a admire e nem que ela faça o mesmo com outra pessoa, logo, não admitimos quando elas se vão. Muito bem, refleti sobre isso e cheguei a todas essas conclusões, mas e aí? Acho mais simples se desprender de uma série de preconceitos e ideologias do que se desprender daquilo que possuímos com essa forma de amor que nos foi ensinada. Simples assim, suportável ou não.
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